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21 agosto 2015

Li e recomendo: "Eu sou Malala", de Malala Yousafzai e Christina Lamb.



Hoje, vamos conversar sobre um livro não literário, uma autobiografia.

Em 2014, aos 17 anos, a paquistanesa Malala Yousafzai dividiu o Prêmio Nobel da Paz com o indiano Kailash Satyarthi porque defendem os direitos das crianças e dos adolescentes. 

No livro Eu sou Malala, escrito pela jovem com a colaboração da jornalista Christina Lamb, ficamos conhecendo melhor sua luta e as escolhas que teve de fazer. 

No prólogo, já temos uma antecipação do que ela tem para relatar:
"Prólogo  
O dia em que meu mundo mudou  
Venho de um país criado à meia-noite. Quando quase morri, era meio-dia.  
Há um ano saí de casa para ir à escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém. 
(...)  
Minhas amigas disseram que o homem deu três tiros, um depois do outro. O primeiro entrou perto do meu olho esquerdo e saiu abaixo do meu ombro esquerdo. Caí sobre Moniba, com sangue espirrando do ouvido. Os outros tiros acertaram as meninas que estavam perto de mim. A segunda bala entrou na mão esquerda de Shazia. A terceira atingiu seu ombro esquerdo, acertando também a parte superior do braço direito de Kainat Riaz.  
Minhas amigas mais tarde me contaram que a mão do rapaz tremia ao atirar.  
Quando chegamos ao hospital, meu cabelo longo e o colo de Moniba estavam cobertos de sangue.
Quem é Malala? Malala sou eu, e esta é minha história."
Percebe-se que a leitura do livro não é agradável porque provoca constantemente reflexão e indignação, contudo é bastante necessária e esclarecedora pois ficamos conhecendo como é a vida em outro país, o Paquistão, tão distante de nós.

No final do livro, encontramos várias fotos e a seguinte explicação:
"Malala Yousafzai nasceu em 1997, no vale do Swat, Paquistão, e chamou a atenção do público ao escrever para a BBC Urdu a respeito da vida sob o Talibã. Em outubro de 2012, foi perseguida e atingida na cabeça por um tiro quando voltava da escola. Contrariamente às expectativas, sobreviveu e agora continua sua campanha por meio do Fundo Malala, uma organização sem fins lucrativos de apoio à educação de meninas em comunidades ao redor do mundo."
Escolhi duas fotos que me impressionaram: