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22 outubro 2015

Li e recomendo: "O guarani"(1857), de José de Alencar.



SINOPSE

Nesta edição você tem a sua disposição “O Guarani”, romance escrito por José de Alencar. Desenvolvido em princípio em folhetim, de fevereiro a abril de 1857, foi publicado como livro no fim do mesmo ano. O livro obedece a um ritmo de trabalho frenético que marcou a escrita da obra.

A obra fez de José de Alencar um autor reconhecido, aos 27 anos ele viu seu trabalho ser reconhecido pelo público. O seu primeiro romance de fôlego dá início ao projeto de fundação de uma literatura brasileira autônoma. A obra enuncia o advento da brasilidade, "encarnada na submissão do índio aos desígnios do colonizador europeu".

O livro se articula a partir de alguns fatos: a devoção e fidelidade de Peri, índio goitacá, a Cecília; o amor de Isabel por Álvaro, e o amor deste por Cecília; a morte acidental de uma índia aimoré por D. Diogo e a consequente revolta e ataque dos aimorés, tudo isso ocorrendo com uma rebelião dos homens de D. Antônio, liderados pelo ex-frei Loredano, homem ambicioso e mau-caráter, que deseja saquear a casa e raptar Cecília.




O Guarani (1857) - resumo



A história se passa na época da colonização do Brasil, nos anos de 1603 e 1604. Peri era um jovem índio guarani, da tribo goitacá, que salva a vida da jovem Cecília e se torna amigo da moça. Ela morava numa casa no alto de um rochedo, no Vale do Paraíba.



Peri descobre a traição do aventureiro Loredano, um frade carmelita renegado, que pretendia raptar Cecília e matar o resto da família dela. Peri e Álvaro, comandante dos aventureiros a serviço do pai de Cecília, Dom Antonio de Mariz, enfrentam a revolta, mas a propriedade é atacada pelos canibais da tribo aimorés, que queriam vingança porque o irmão de Cecília matou acidentalmente uma índia da tribo aimoré. Álvaro amava Cecília, mas apaixonou-se pela prima de Cecília, Isabel, que era mestiça e na verdade Irma natural de Cecília, filha de Dom Antonio com uma índia. Álvaro morre e então Isabel se mata, e Loredano foi descoberto e queimado na fogueira pelos próprios companheiros de revolta.


Quando os aimorés tomaram a casa de Dom Antonio, Peri fugiu com Cecília numa canoa, e Dom Antonio explodiu a casa e o rochedo morrendo junto com a família, os aventureiros e todos os inimigos. No caminho para o Rio de Janeiro Cecília percebeu que amava Peri e uma terrível enchente ameaçava matar os dois, mas Peri arranca uma palmeira do chão com os próprios braços, e navegando nela os amantes se beijam e se salvam.