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21 outubro 2015

Li e recomendo: "Til" (1871), de José de Alencar.

















Em "Til", romance regionalista publicado em 1871, José de Alencar narra o cotidiano de numa fazenda do interior paulista do século XIX. Berta, também conhecida pelo apelido Til, é a típica heroína romântica de alma bondosa que se sacrifica em prol de todos.
SINOPSE 1

Til, narrativa da maturidade de Alencar publicada em folhetim no jornal A República, revive o ambiente do interior paulista do século XIX. Nesse cenário, mesclando traços essencialmente brasileiros ao lirismo romântico europeu, o autor apresenta Berta (mais conhecida como Til), uma jovem excepcionalmente generosa, Jão Fera, um facínora de notável nobreza, Luís Galvão, um respeitado pai de família que esconde um segredo, Miguel, um bravo jovem indeciso entre dois amores, e Brás, um menino quase bicho mas encantado pela doçura de Berta, entre tantos outros. Nesta obra, José de Alencar constrói uma história baseada no amor e no heroísmo, alinhada ao seu projeto maior de busca de uma identidade nacional a partir da reafirmação do regional, completando um grandioso painel formado por O sertanejo, O gaúcho e O tronco do ipê.




SINOPSE 2

Fazenda das Palmas, interior de São Paulo, meados do século XIX. É nesse cenário bucólico que se desenrola uma trama cheia de encontros e desencontros. Prepare-se para conhecer a história de quatro jovens: Berta, Linda, Miguel e Afonso. O clima de romance é o ponto de partida, mas, quando antigos segredos vêm à tona, a roda do destino muda o jogo da vida, levando a um desfecho dramático e surpreendente.


Til (1872) - resumo

A história tem como cenário a Fazenda Nossa Senhora do boqueirão, na zona da mata fluminense. Um velho tronco de ipê, outrora frondoso, representa a decadência da fazenda. Bem próximo, numa cabana, mora o negro Benedito, espécie de feiticeiro, que guarda o segredo da família. Mário, o personagem central, que viveu desde criança na fazenda, juntamente com a prima Alice, descobre que o pai da moça, Joaquim, é o assassino de seu pai. Desesperado, Mário tenta suicídio, pois não pode se casar com a filha de um assassino. Mas o negro Benedito o impede, contando-lhe o segredo: Joaquim não matou o pai de Mário. Ele foi tragado pelas águas do Boqueirão e está enterrado junto ao tronco do ipê. Mário reconcilia-se com a vida e casa-se com Alice.