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08 junho 2016

Poema: "Qualquer tempo", de Carlos Drummond de Andrade.


QUALQUER TEMPO

Qualquer tempo é tempo.
A hora mesma da morte
é hora de nascer.

Nenhum tempo é tempo
bastante para a ciência
de ver, rever.

Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver.

(A falta que ama (1968), de Carlos Drummond de Andrade.)